Culinária

Cookie de Paçoquita - Super fácil!


O Natal está se aproximando, e eu já comecei a reunir receitas práticas e gostosas de fazer, e que principalmente, dê pra comer durante outros dias que não seja a ceia propriamente dita, porque sempre acaba sobrando muita comida mesmo né?!
E essa é legal porque da pra colocar em saquinhos e dar de presente pra família levar pra casa!

Então pesquisando aqui e ali achei em um site americano uma receita super fácil e gostosa de cookies de manteiga de amendoim. Como aqui a gente não encontra com muita facilidade, usei a nossa Paçoquita cremosa e ficou uma delícia!

Aí vai a lista enorme de ingredientes:

1 xícara de açúcar
1 xícara de manteiga de amendoim ou Paçoquita cremosa
1 ovo

E o complicado modo de preparo:

Misture tudo até ficar homogêneo, com as mãos mesmo forme bolinhas de tamanhos iguais.
Coloque em uma fôrma (aquelas fininhas de pizza são perfeitas pra isso) e amasse com um garfo até ficar assim:

Essa foto é do site simplyrecipes.com

Não precisa untar a forma nem usar papel manteiga! Coloque eles com uma certa distância um do outro pra não deformar.
Daí é só colocar no forno a 180° por 8 minutos. Se quiser deixar mais crocante, pode deixar mais um pouquinho, mas 8 minutos é a consistência que fica a receita original.

Não retire da forma ainda quente ou vai quebrar tudo! 
Espere esfriar para retirar com uma espatula, e pronto!
Já pode se acabar de comer cookie de paçoquita ♥

PS: Infelizmente, as fotos que tirei dos que eu fiz se perderam, mas fica exatamente como esse das fotos do site que eu mencionei na legenda ^_^
Contos

Incoerências: Ativista de Sofá


Minha dieta vou mudar
Vegana irei me tornar
De vegetais me alimentar
Mas se uma doença me atingir
Célula por célula consumir
Eu vou pesquisar
Se naquele animal funcionar
Minha cura pode chegar
E minha expectativa de vida aumentar

Sou vegetariana
Por todo lado vou gritar
Carnista!
Assassino!
Vaquinhas também amam!
Mas não vou abdicar
(E que diva iria fazê-lo?)
De um acessório comprar
Sem antes me importar
Se de um animal pode derivar

Veja que lindo
Eu adquiri para decorar
Um quadro à perfeição pintado
Meu estilo retratado
Com pele de coelho foi tratado
E em cada traço exaltado
Meu compromisso com a vida 
Reafirmado

Sou Ateu
Já li Hawking, já li Sagan
Obras completas de Nietzsche
Eu estudo, sou intelectual
Penso, logo existo
E aquele religioso
Eu critico ferrenhamente
E acabo falando
Mais de Deus que o próprio crente

Sou feminista radical
A vontade de lutar
Surgiu ainda menina
Maldita sociedade patriarcal!
Aquele machista opressor
Me negou seu abraço paternal

Abaixo as autoridades!
Eu vou vandalizar
Mas quando o ladrão me abordar
E minha vida ameaçar
Não demore seu polícia
Garanta minha segurança!
Pois quero viver
Pelo meu direito de anarquizar!

Eu vou deixar
Você argumentar
Mas se não pensar igual
Absurdo!
Intolerante!
Vou te tachar de ignorante
Para meu ego alimentar

Sou especialista
Em política Internacional
Critico o presidente
De uma potência mundial
Enquanto em meu país
Tremendo bacanal

Eu vou usar um meme
Para descontrair
E da falta de coerência
Poder morrer de rir

Louvada seja a internet
E o avanço que ela nos traz 
A cada palavra proferida
Uma seta de satanás
Ferindo profundamente
Gente que nem conheço
E que nenhuma falta me faz

Na Web sou Militante Digital
Vou infinitamente reclamar 
Sem nada realmente mudar
E nem sequer sair do lugar
Porque assim serei eu
Uma Ativista de Sofá
--------------------------------------------------------------------------------
São apenas uns versos que acordaram comigo hoje, sem querer nenhuma polêmica.
Não se ofenda, é só para pensar a respeito, se quiser...
Não copie. Plágio continua sendo crime.


Fator: Pessoas

Faz bem aprender a dizer "Não"


Esses últimos meses, se não todo esse ano, foi marcado por muitas tensões. Não só minhas, mas praticamente no mundo todo.

Temos assistido com espanto a ação de grupos terroristas, a guerra na Síria e o drama dos refugiados, desastres naturais, o drama das acirradas eleições americanas, nosso impeachment, a desgraça de guerrinha entre esquerda-direita com gente adotando políticos de estimação como se eles sequer soubessem da nossa mera existência.


Tanto ódio gratuito, tanta hostilidade em todo o lugar, que percebo que muitas pessoas estão cada vez mais tentando adotar uma postura pacífica, e estão se propondo a reclamar menos e dizer mais "sim" para as coisas, para a vida.

Mas existe uma outra pequena parcela, que antes disso, já era "de boas". Essa parcela que evitava conflitos e eram chamados de "isentões". Sim nós que fazíamos malabarismos para agradar a gregos e troianos, pois gostávamos de ter amigos dos dois lados. 
Tínhamos nosso lado "Jaiminho, o carteiro" aflorado e sempre queríamos evitar a fadiga!

Pra que brigar se podemos comer?

Passamos a vida inteira dizendo sim. Dizíamos sim para a professora, para aquela coleguinha da escola folgada que pegava nosso lápis de cor e não devolvia, para o menino que mexia com a gente, mas não era ele que acabava de castigo...

Dizíamos sim para nossos pais, irmãos, e mesmo depois de grandes, dizíamos tanto sim para nossos amigos, colegas de trabalho, que acabávamos em cada programa de índio que pela madrugada viu...

Ainda somos assim. Somos os bonzinhos, os "trouxas". Sabemos dar bons conselhos, porque sabemos ouvir. Sentimos empatia e amamos tudo o que é fofinho. Vemos beleza até naquele monte de matinho que cresce no quintal, porque tem formato de trevo.
Queremos levar todos os gatíneos e catioríneos para casa, porque simpatizamos com seu abandono. Temos vontade de cuidar de todos os meninos fofos que falam que não conseguem encontrar uma menina legal, não porque sejamos "muito dadas" se é que me entendem, mas porque nossa empatia quer abraçar o mundo e cuidar dele...


Absorvemos tudo a nossa volta, sentimos tudo, e com isso acabamos absorvendo também a negatividade, a toxicidade, a inveja, e toda carga que aqueles que eram do time do "não" conseguiram se livrar.

Mas a gente cresce... e percebe que uma vida assim, é um desperdício! Acabamos doentes, fracos, confusos!
E apesar de que ficamos felizes em fazer os outros felizes, sempre terão aqueles que irão abusar, se aproveitar e nos drenar... drenar tudo de bom que temos em nós.

Mas antes que isso aconteça, temos que aprender a amadurecer e dizer não. Pessoas como nós, sensíveis, "feelers" por natureza, precisamos nos fortalecer, cuidar de nós mesmos.

E digo por experiência, isso pode ser libertador! até porque nadar contra a corrente se tornou um dos meus hobbies preferidos. 

Dizer não tem seu lado bom e ruim também. Afinal as pessoas que nos rodeiam sempre estiveram tão acostumadas a se beneficiar da nossa submissão, que chegam a estranhar e até rotular nossos atos como "egoísmo". Alguns se afastam.

Aprender a dizer não, me fez perceber quem eram meus verdadeiros amigos. Quem estava do meu lado por quem eu era e não pelo que eu poderia proporcionar. O número diminuiu, mas a qualidade aumentou.

Minha auto estima aumentou também. Me sinto mais forte, mais decidida e mais racional. Apesar de ainda ser sensível, de ainda gostar de ajudar aos outros, hoje posso discernir o que vale a pena aceitar e o que não. O que manter, e o que deixar ir. 

Isso é algo que considero importantíssimo! Aprender a dizer não nas ocasiões certas, traz uma sensação de poder, de independência.

Então, sim, a minha resolução de ano novo é dizer mais "nãos" e cuidar mais de mim, mais da minha vida e de quem realmente se importa com meu bem estar.

Mas ainda quero continuar evitando a fadiga 😉

Filmes e Séries

Freedie Highmore e sua habilidade de fazer chorar

Eu sei que já disse que choro com quase tudo, eu sei.
Vejo arte e choro, ouço música e choro. Não é diferente com filmes, até porque uma pessoa idealista costuma mesmo sonhar acordada imaginando cenários construídos através da união das lentes de uma câmera, um bom roteiro e bons atores.

Nunca fui o tipo de pessoa que assistia filmes por causa de "galãs", mas sim por causa da história, do conteúdo, drama principalmente. Um dia fazendo uma busca pelo Netflix, descobri excelentes filmes do gênero estrelados pelo ator britânico Freedie Highmore. 

Provavelmente você deve conhecê-lo por causa do remake de Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate, o filme que o "tornou" famoso.
Dispensa resenha né? Esse filme todo mundo conhece.


Mas depois disso ele fez uma sucessão de filmes bons. Sério, ainda estou para vê-lo em um filme ruim.
Por sorte, no NETFLIX, ainda estão os melhores. Não vou resenhá-los detalhadamente um a um porque não quero arruinar sua experiência, vou apenas dar uma breve descrição deles.
Confira as dicas, pegue a pipoca e aperte o play!

Um ano antes do filme que o alavancou ao sucesso, em 2004, ele atuou ao lado de Johnny Depp e Kate Winslet. Você já deve ter visto ao menos um pedaço desse filme por aí, pois alguns quadros das cenas finais rendeu aquele famoso meme:


Em busca da terra do Nunca:


Agora sim, pode preparar a caixa de lencinhos, pois esse filme abaixo é um conto de fadas moderno. Malditos ninjas cortadores de cebolas!

O Som do Coração:


As Crônicas de SpiderWick é um daqueles filmes que misturam aventura e fantasia no ambiente do "mundo real".
Não, esse não me fez chorar, mas é bem legal. Se tiver crianças em casa, pode chamar pra ver junto!


Um filme baseado na vida do Chef britânico Nigel Slater. A fotografia do filme é fantástica, elenco fantástico e o enredo então... nem se fala!

Toast: A História de uma Criança com Fome


Ahhh... Esse eu literalmente acabei de ver!
Me identifiquei bastante com o personagem que o Freddie interpreta: um introvertido e incompreendido que adora arte. A Arte da Conquista é uma crítica sutil às pressões da vida moderna.

A Arte da Conquista:


E claro, a primeira série protagonizada pelo Freddie que atualmente está na quarta temporada, e no Netflix estão disponíveis as primeiras 3. Tem um estilo de mistério e suspense similares aos enredos do Stephen King embora muitos críticos a tenham comparado a famosa "Twin Peaks".  
Mas ela tem seu brilho próprio e a cara de bobinho do Norman Bates, personagem do Freddie, esconde um segredo sobre ele que... você precisa ver.
Bora maratonar?

Motel Bates



Espero que tenham gostado da dica!
Beijos e até a próxima ♥
Fator: Pessoas

2016 e a jornada do auto conhecimento


Dois meses para o fim do ano, e eu me pergunto: para onde foram os outros dez?

Não fiz nenhum tipo de resolução o ano passado, então minhas expectativas não eram grandes. Tudo o que aconteceu em 2016, aconteceu porque tinha que acontecer.

Principalmente do meio do ano em diante, pois minha vida sofreu uma reviravolta repentina e completamente inesperada, causando uma saída forçada de uma zona de conforto, que eu pretendia sair, mas no meu tempo.
Isso veio com o fim de um relacionamento, que embora não fosse de cunho romântico, graças a Deus, ainda assim era uma "amizade" emocionalmente desgastante, não só para mim, como para toda minha família, mas que eu suportava apenas pelo bem do meu filho. Um relacionamento cordial que era baseado apenas em uma obrigação comum, que eu tinha que manter mesmo me fazendo tão mal. Onde eu era constantemente humilhada e chantageada.

Mas é o que sempre digo: pessoas ruins caem sozinhas, pois a máscara de bondade não dura por muito tempo. Pode demorar, mas elas caem, sempre.

Passei anos avisando a todos que aquela bondade toda era apenas uma das artimanhas de uma pessoa narcisista, e ninguém acreditava. Mas acabou, e foi um alívio!
Pode deixar que agora o resto, Deus, o tempo e eu consertamos!

Foi o ano da desconstrução de certos conceitos a respeito de vários assuntos, mudei de opinião e quebrei paradigmas, afinal é saudável repensar a forma como vemos as coisas de vez em quando.

Foi o ano que eu renunciei todo e qualquer vínculo com instituições religiosas, por mais bonitas que parecessem as suas missões, visões e ideologias. Sigo o evangelho de Cristo, e me reservo ao direito de questionar e refutar doutrinas e ordens humanas que não correspondam à palavra de Deus.

Foi o ano do auto conhecimento. Descobri mais sobre mim em dois meses do que jamais soube a minha vida inteira.
Descobri a tipologia de Myers - Briggs, que me fez entender que eu sou o que sou, que ser eu mesma é maravilhoso. Que meu tipo (INFJ) tem a maior taxa de empatia de todos os outros tipos, por isso eu sempre acreditei que todas as pessoas tem um lado bom, e mereciam o benefício da dúvida, e que justiça seria feita caso fossem realmente pessoas más, ou com intenções turvas.

Foi o ano também em que mais aprendi a valorizar minha própria companhia, afinal ter amigos é legal, mas nada mais confortável do que estar sozinho sem se sentir sozinho.
Porque eu não preciso de pessoas que me tratem como opção, nem que me suguem, ou drenem a minha energia só porque sou "boazinha".

Aprendi novos hobbies, enquanto abandonei outros.

Descobri que não gosto de ser o centro das atenções, prefiro trabalhar nos bastidores e ajudar sempre que possível.
Essa descoberta me fez entender porque apesar de todo o reconhecimento que eu tinha em um certo nicho, eu não me sentia feliz.

Ainda estou aprendendo a lidar com isso, e quem sabe um dia, eu consiga voltar não é mesmo? Pois é como muitas pessoas me disseram: Não posso deixar que um par de pessoas que nada produzem, me tirem o prazer das minhas criações.

Descobri que a grande maioria das pessoas, principalmente na internet, não sabem apreciar a beleza da simplicidade, do respeito e da ética. Preferem fazer fofocas, falar mal, e ignorar valores básicos em troca de "objetos" ou de um pouco de fama. Lealdade é artigo de luxo hoje em dia.

Fechei a porta para pessoas tóxicas, e me purifiquei, me afastando de tudo que não contribuía para meu crescimento como ser humano.

Foi em 2016 que aprendi lições valiosíssimas sobre auto conhecimento, e pude ponderar sobre cada frase que eu li e ouvi a meu respeito, e que tenham de certa forma me incomodado, pois não condizia com a minha forma de ver  a mim mesma.
Que eu não era esquisita, e sim introvertida, que eu não comia pelas beiradas mas poupava energia evitando conflitos desnecessários, que eu não era trouxa, mas sim, uma empata por natureza, e isso é ao mesmo tempo uma benção e uma cruz.

Ainda estou engatinhando nessa jornada, embora tenha passado dos 30, creio que nunca é tarde para nos auto conhecermos e nos amarmos, como somos.

Ao contrário, foi aos 30 que comecei a me sentir uma mulher emocionalmente independente. Que experimentei o que é amar e ser amada de verdade. Que senti desde o início o prazer da maternidade sem influências externas. Que fiz o que quis e como eu quis.

Sinto que só agora tenho o poder de colocar e tirar da minha vida quem eu quiser, com toda a autonomia. Que não sou mais a sombra de ninguém, aliás, que bom é ter 30 anos!

Só sei que mesmo com todas as dificuldades, 2016 foi um ano espetacular!


Geek

Dragon Ball e as lições que aprendi com Goku


Talvez meu post vai soar um pouco estranho para alguns, mas eu estou na vibe de Dragon Ball e senti que precisava escrever a respeito hihihi ^_^

Cresci nos anos 90 e claro que sinto falta de muitos desenhos da infância, e hoje o que se vê por aí na TV não é nem de perto o que a gente assistia naquela época.
Eu queria que meu filho se interessasse por alguns deles, mas ao ver alguns capítulos dos meus favoritos, ele sempre achava chato. Claro, aos 9 anos e com tantas opções, é meio complicado mesmo. Haja tempo para conhecer tudo e ainda se manter atualizado para ter assunto com os amigos.


Mas tudo mudou quando um dia o Gabriel ficou enjoado dos desenhos do Netflix (eu não tenho tv aberta, cabo e nem fazemos questão) e me pegou cantando a abertura do Dragon Ball clássico (eu canto o tempo todo), o que o levou a perguntar: - Mãe que música é essa?

Hmmmm... tive uma ideia!

Pedi para o maridão que sempre sabe quais são as boas fontes de download, baixar a primeira temporada de Dragon Ball, de quando o Goku era pequeno.
Ele chegou com o HD cheio, tinha o Clássico, a saga sayajin e o Z completo, dublado em português. Eu comecei a assistir com eles, porque eu adoro desenho e também pela nostalgia. É estranho assistir um desenho ou filme quando a gente é criança e voltar a ver depois de grande, e principalmente depois de ter filhos.

Percebi algo mais que lutinhas e piadinhas piegas (tem várias! algumas de gosto duvidoso, vocês sabem, anos 80 rs), clássicas de desenhos japoneses. Ali tinha uma lição de vida em cada situação que os personagens atravessavam, e que eu podia usar isso como gancho para ensinar coisas importantes ao meu filho.
É o tipo de coisa que constrói memórias, sei que ele vai lembrar disso pra sempre, assim como lembro dos momentos que compartilhei com meu pai assistindo Mcgyver, aprendendo a arte da gambiarra rs.

Eu poderia fazer um post gigante destacando partes que considerei importantes, ou analisando cada personagem, pois particularmente eu gostei de todos os principais e secundários.
Mas vou focar apenas em dois e algumas características deles.

Atenção, contém Spoilers abaixo!

Começando pelo principal, Goku, que é um exemplo de persistência, inocência e superação. Ele é orfão, e embora a princípio não conheça suas origens, isso não influencia negativamente em nada sua vida. Ele não depende disso para crescer e dar sempre o melhor de si. 
Ele aprende com o avô adotivo a usar a sua força para o bem, e mesmo com a morte dele, ele não se deixa abater. Ele sacode a poeira, e guarda no coração os bons momentos que passou a seu lado.
Talvez o fato de ter crescido sozinho fizeram dele um pai um pouco ausente, mas não menos importante na vida do filho.

Meu personagem favorito da série é o Piccolo, (mas não o velho, senão o filho, ou a reencarnação de Piccolo Daimaoh) ele aparece na série já quando Goku é adolescente, e com sede de vingança, pronto para fazer o que seu "pai" não conseguiu: conquistar o mundo.
Mas diante da derrota para Goku, ele some, e reaparece apenas quando uma ameaça maior que ele mesmo se aproxima da Terra que ele tanto quer conquistar.

Neste momento, ele reconhece que para alcançar um objetivo em comum, precisa deixar a rivalidade de lado e unir forças com seus inimigos. E Goku, claro, não pensa duas vezes em aceitar, porque ele simplesmente acredita nele, sem malicia ou segundas intenções. 
Ele dá uma chance ao Piccolo, algo que alguém "em sã consciência" jamais faria, e isso fica evidente pela reação de seus amigos.

Piccolo eventualmente deixa seus planos de lado, provavelmente pela influência de Goku, e acaba tornando-se amigo, braço direito, confidente e um verdadeiro pai para o Gohan, isso já no Dragon Ball Z.
Uma lição de que todo mundo merece uma segunda chance, e que embora não seja comum, podem sim se arrepender e mudar de atitudes.
Ele é meu personagem favorito por se tornar ponderado, justo e muito sábio, e claro, por ser introspectivo.


O mesmo aconteceu com todos que cruzaram o caminho de Goku. Eram ladrões, mentirosos, gananciosos e ao conhecê-lo mudaram de atitude, tudo porque Goku enxergava além do que os olhos viam. E vai haver um momento da série, em que todos se lembrarão com carinho as lições que aprenderam com ele chorei.

Vendo isso, eu pensei: não é isso afinal o que uma pessoa deve fazer?  
Ser uma boa influência, sem negar a sua essência? 
Ajudar as pessoas, sem julgamentos?
Superar situações difíceis e tornar-se resiliente? 

Goku nos ensina a não nos acomodar e sim estar prontos para tudo que possa vir a acontecer, e ainda quando algo nos pegar desprevenidos, lutarmos com o que temos, porque no final, mesmo que o resultado não seja o que esperamos, há uma razão para tudo, e por isso temos que ser gratos em vez de ressentidos.

Eu ainda não terminei de assistir toda a saga Z, mas essas foram as lições que aprendi até aqui, e tem sido uma experiência muito divertida e construtiva com meu filho. Fora os ocasionais Kamehameha que o Gabriel e a Mel (minha caçula de 2 anos) ensaiam no corredor. Qualquer dia vou gravá-los, é bem engraçado XD

Em um mundo paralelo onde as meninas tem princesas para admirar, e sonhar com contos de fada, as opções para os meninos são bem escassas, mas não menos legais. Tem um espacinho para um pouco de cada na imaginação deles.

Acredito que colocando desde essa perspectiva, não é perda de tempo mostrar pros nossos filhos, ou pra nós mesmos que, exageros a parte, é possível sim absorver lições importantes para a vida, até mesmo de enredos de desenhos animados. 

Basta ver com os olhos críticos de um adulto, porém sensíveis como de uma criança.

Fator: Pessoas

Valorizar coisas, ou pessoas?


Essa semana vi um post em um grupo do Facebook que me deixou realmente triste. Uma moça, americana, contava que havia acabado de comprar um livro de organização do lar, cuja autora é a dona do grupo inclusive, mas que não pôde chegar a ler porque sua casa havia acabado de ser inundada, atingida pelo furacão Matthew.
O furacão fez muitas vítimas fatais, e em comparação aos outros casos, essa ainda pode ser grata por poder reconstruir sua vida.

Ela perdeu tudo. O livro, sua coleção de planners, suas roupas, móveis, suas memórias. E isso me gerou um sentimento de revolta, tristeza mesmo, sabe? Ela teve que sair de lá, abandonando tudo, porque não tinha como tirar a água da casa, o jeito era esperar escoar sozinho, deixar que a natureza faça seu trabalho, uma vez que nós é que estamos no meio, atrapalhando...

Esse caso em particular se encaixou bem em uma situação que havia acabado de presenciar. Ela estava no grupo, se lamentando especificamente porque não pôde ler o livro que acabara de comprar.

Não é difícil me pegar pensando (até porque eu penso demais o tempo todo) em como algumas vezes permiti e me permiti estar envolvida com pessoas que não davam valor ao intangível. Que passavam seus dias menosprezando as pessoas em detrimento de objetos. Gente manipuladora, materialista e interesseira.

Coisas são coisas. Coisas são compradas, e perdem o valor assim que saem da loja. Coisas estragam. Coisas se perdem.

E a mesma pessoa que determina o valor das coisas, se sente no direito de determinar também o valor de alguém. Mas como, se todos viemos e vamos para o mesmo lugar?

Para que perder tempo interpretando um papel tão supérfluo nessa vida, que por si só já é rasa e com tão pouco sentido?

O filho cresce, as rugas aparecem, a vida passa, e o que a pessoa prefere fazer? passar o dia todo com o celular na mão, ou em frente a um computador falando da vida alheia, julgando quem ao menos conhecem. Valorizando aquilo que não poderá nos acompanhar depois que nossos dias nessa Terra terminarem.

Como eu disse, já fiz e até já fui vítima disso. Não sou perfeita não, mas a vida não é contada em quantos tropeços você dá mas sim em quantas vezes você se levanta. E aprende.
E de todos os tropeços que já dei, às vezes que levantei foram as que realmente me fizeram sentir que eu estava perdendo algo maior, que eu estava com a visão nublada, andando e valorizando as pessoas erradas.

Se não somos o que as pessoas dizem, também não podemos andar por aí rotulando as pessoas. Isso é um exercício constante.

Coisas não tem importância. Elas podem ser necessárias, mas nem mesmo banhadas em ouro puro, elas deixarão de ser apenas isso: coisas.

Não podemos passar a vida dando significado a elas. Elas passarão. Herança mesmo não é o bem que nós acumulamos em vida, mas o legado que deixamos para os nossos, para os que amamos. O resto é detalhe, é uma mãozinha, uma guinada para manter um padrão decente nessa sociedade capitalista.

Que marca queremos deixar neste mundo, nas pessoas?
Superficialidade, fofoca, ódio disfarçado de ativismo?

Pense bem. A vida é curta demais.

Contos

Amor ou Empatia? - Um conto INFJ Desconexo - Final


Seis meses se passaram desde o dia do sim.

A cada dia eu me sentia mais frágil. Comecei a alternar entre momentos de contentamento e de histeria. 

Sentia como se uma criança estivesse rabiscando freneticamente os meus lóbulos cerebrais com uma canetinha permanente enquanto gritava coisas no meu ouvido. Eu achava que iria enlouquecer! Não conseguia mais organizar as minha ideias.
E como se não bastasse, começou a faltar dinheiro. Agora o silêncio das nossas noites foram substituídos por discussões, eu chorava e você chutava coisas.

Nossa vida era uma piada. Um fracasso.

Eu não queria aceitar isso. Eu queria acreditar no que eu dizia para mim mesma: "homem é assim mesmo", "todo homem é caladão, gosta de ver sua TV depois do trabalho, lembra? o pai fazia isso."
Mas você era meu marido, não meu pai. 

Até que algo, que parecia ser a luz no fim do túnel, aconteceu:
Uma oportunidade de trabalho para nós dois, em outro país!
Você titubeou, mas seguimos o que parecia ser a solução dos nossos problemas. 

Partimos no mês de dezembro, eu estava tão esperançosa, mal podia me conter de tanta ansiedade! Era a primeira vez que viajava para outro continente!

Muitas promessas foram feitas, e eu sabia que enfrentaríamos algumas dificuldades, mas eu tinha fé que seria tudo passageiro, normal de novos começos.
Encontramos velhos amigos, conhecemos nosso novo "apertamento", e pouco tempo depois, já estávamos com nosso primeiro salário na mão. Uma merreca, mas bem mais do que tínhamos antes.

Não tínhamos tempo para comemorar. As jornadas mais curtas, eram de 24 horas, e as mais longas de 36 até 48 horas sem poder ir pra casa descansar ou dormir direito. No máximo um banho e uma soneca, porque de manhã o chefe chegaria e não queria desculpas, ele chegava as 8 em ponto, e queria todos ali.

"Televisão é assim mesmo" - me disseram. Vamos que vamos.

Não demorou muito e nosso primeiro aniversário de casamento chegou. Eu queria preparar uma surpresa para relaxarmos um pouco. Soube que havia um restaurante italiano perto dali, e eu queria que fossemos jantar, ter uma noite só nossa, sabe?!
Caramba, eu ainda tinha esperanças!

Acelerei o serviço, e passei o dia com borboletas no estômago. Não tínhamos trocado nenhuma palavra ainda, mas eu não estava preocupada com isso, a noite seria especial.
O fim da tarde chegou e eu fui pra casa. Eram quase 7 da noite, tomei banho, e antes de começar a me arrumar, fui procurar na gaveta aquele dinheirinho que eu estava guardando e... não estava lá.

Ué?!

Liguei para o escritório... você não estava.
Não tínhamos celulares, então o jeito era esperar.
7... 8... 9 da noite... Onde você estava?

Não aguentei esperar acordada. Estava exausta demais. Nem sequer soube se você veio para casa aquela noite.
No dia seguinte os humores estavam exaltados. Como eu fiquei dormindo, algumas pessoas estavam irritadas comigo.

Mas eu queria saber de você, o que houve? 
Na maior tranquilidade, você me contou que havia pegado o dinheiro para ir ao Burguer King com um amigo e voltou para o estúdio. Nem sequer lembrou do nosso aniversário. Eu não queria discutir, estava tão magoada, que não tive forças.

Passou...

Perto do segundo aniversário, você pisou na bola novamente, e dessa vez pisou feio! e eu me cansei. Chega. Fui embora recomeçar minha vida sem você. Alguns meses se passaram, você reconheceu seu erro, prometeu que as coisas iriam mudar, e eu voltei.
A Lua de mel durou pouco. As mudanças duraram cerca de 3 semanas. Seu narcisismo começou a ficar cada vez mais evidente.

Aos olhos de todos eu era a vilã, arrasadora de corações e você o pobre mocinho apaixonado, o sofredor, a vítima.

Você me diminuía. Me limitava, me controlava, me ameaçava.
Dizia que eu ia ficar sozinha.
Eu era um troféu para você. Aos olhos dos outros você era a vítima, sempre o alvo. O que ninguém sabia, é que eu só respondia à altura de tudo o que você fazia.
Quando a depressão bateu, você começou a dizer que era frescura, preguiça, que eu não te valorizava. 
Mas como valorizar? Uma pessoa doente, não consegue valorizar ninguém. 

Eu comecei a ficar apática, e deixei de te amar de vez. Na verdade eu comecei a questionar se um dia eu teria te amado. Ou se amor era aquilo mesmo, aquele banho de chorume que eu tomava dia após dia.
Deus, eu nem sequer ME amava mais!

Me sentia um lixo.

E você cansado de me ver daquele jeito, e talvez para sentir o gostinho da vingança de ser quem terminaria dessa vez, comprou minha passagem e me mandou embora, depois de anos levando no banho maria.

Eu recolhi meus caquinhos e fui.

Não passou muito tempo e consegui me recuperar. Retomei as rédeas da minha vida, deixei de ser menina, de ser a sombra dos outros, e me tornei uma mulher forte, experiente e independente. Recuperei minha dignidade, e descobri, que não era amor afinal de contas o que nos uniu em primeiro lugar, mas um forte senso de empatia que me ligou as tragédias da sua vida. 

Tragédias que o tempo não apagou. Tragédias que não te deixaram mais forte. Tragédias que, em vez de criar resiliência, te tornou narcisista e assustado, com medo de ficar sozinho. Preferindo viver uma situação ruim, do que ser abandonado.

E eu até quis te proteger, mas você dizia que eu anulava sua masculinidade. A verdade é que eu e você éramos frágeis demais juntos.

Sete anos se passaram desde que eu peguei aquele avião. 

Ah... como é bom aprender com a vida!

Minha segunda chance chegou e eu vivo cada dia com gratidão, por tudo que Deus me deixou viver, enquanto você ainda distribui culpa igual confete. Culpa a mim, culpa a todos, pelo seus fracassos. 

Na sua versão da história, você é o mártir, o abandonado, e eu a mulher malvada que arrasou com a sua vida. Uma pena. Deve ser triste mesmo viver de recolher as migalhas do seu vitimismo.

Mas eu não te odeio. Nunca odiei.
Continuo sentindo pena, aquela mesma pena do começo, sabe?
Pobre menino frágil... se a vida até hoje não conseguiu te ensinar a ser forte, ninguém jamais conseguirá.

Parte I

Contos

Amor ou empatia? - um conto INFJ desconexo


Um conto baseado em fatos reais, sobre o relacionamento de uma PAS/INFJ  antes de saber que era PAS ou INFJ
Era uma tarde linda de primavera, como tantas outras em Buenos Aires.
Era tão diferente o ar! mais limpo, mais úmido e mais quente. Para quem vinha de uma cidade como São Paulo definitivamente era um cenário que valia a pena apreciar.

Fomos ao parque Rivadavia, onde você me disse que tinha uma feirinha de livros usados, fiquei encantada e prestei atenção em cada detalhe: os casais deitados na grama, o grupo de meninas de top conversando embaixo da árvore, o outro grupo de meninos tomando mate enquanto um tocava violão... eles pareciam tão relaxados e à vontade! como se estivessem no quintal de suas casas. 

Eu era tão novinha e tinha passado a vida almejando por um grupo de amigos assim, sabe? tranquilos, que curtissem a natureza e gostassem de ficar jogando conversa fora ao ar livre.

Me sentia ainda um pouco perdida, eu era nova na cidade, e queria parar um pouco ali como aqueles jovens e apreciar o clima no parque, tomar um sorvete...
Mas tão radiante que você estava em minha companhia, que simplesmente não me deixava parar, era engraçado até! Sua empolgação era contagiante, embora me deixasse bastante cansada...

E foi assim que nasceu uma nova rotina: Comprar palitos de mussarela fritos no Mcdonalds e me levar a feirinha de livros do parque Rivadavia todo sábado.

Claro que fiquei impressionada como você conhecia aquela cidade como a palma de sua mão.
Me incomodava um pouco porque você não parava, queria me levar a todos os lugares em um fim de semana só, mas eu não te conhecia direito e eu tinha vergonha de dizer que estava cansada, não queria incomodar.

Eu percebi desde o início o complexo de inferioridade que você tinha, e era engraçado isso, eu mal te conhecia e eu já sabia tanto sobre você, mesmo sem ninguém me dizer nada. Você era atrapalhado, tropeçava nos próprios pés e eu tinha que ficar segurando sua mão como se você fosse um menino...
Você me dizia que não gostava da sua voz, do seu cabelo, do seu peso, do seu corpo...
Era estranho, mas isso me aproximava ainda mais de você.
Eu sentia pena, mas não era aquela pena de te achar um coitado, mas sim de querer te abraçar e cuidar de você, sabe? Sei que é difícil de entender, mas sempre me disseram que eu era mesmo complicada...

Quando você me contou sua história, eu entendi que você precisava de cuidados. Você era incompreendido, inteligente e já tinha passado por poucas e boas. Estava na hora de alguém cuidar de você, de verdade. Eu então, achei que seria a pessoa certa para o trabalho, pois eu mesma trazia vários complexos. A partir de agora eu faria o possível para tornar você, uma versão melhor de você mesmo. Faria você acreditar no seu potencial.

Três meses se passaram e as diferenças entre nós foram ficando evidentes:

Você queria fazer passeios românticos, e eu só queria ficar em casa, porque eu já trabalhava a semana toda com gente barulhenta.

Quando eu dizia que queria ficar em casa, para você era sinônimo de ficar grudado, me oferecer músicas românticas, e sentar escutando-as comigo, mas eu não gostava desse tipo de coisa, me deixava constrangida!

Você vendeu todos os seus itens de coleção apenas para ter dinheiro para me levar para passear, mas eu não havia pedido nada disso... Se eu soubesse que depois você comentaria sobre isso com tristeza, quase arrependimento, jamais teria permitido, isso não foi romântico, foi estúpido, bobo, precipitado.

Com quatro meses eu já não tinha mais tanta certeza que eu realmente fosse a pessoa certa para esse trabalho de cuidar de você. A responsabilidade era simplesmente muito grande, você me entregou seu coração e ele estava se tornando um fardo pesado demais para uma menina de 18 anos carregar.

É como se você tivesse colocado em mim TODAS as suas expectativas, esperanças e razão de viver, sendo que eu sequer sabia o que fazer da minha própria vida.

Quanto mais o tempo passava, mais você achava que eu já estava garantida. Que você era o homem perfeito e estava fazendo tudo certo. Mas eu ainda não me sentia segura com você, eu não sabia explicar o porque. Eu não me sentia segura em seus braços, nem deitada no seu ombro. Era bom, mas não era suficiente. Parece que estava faltando alguma coisa...

Sua família não gostava de mim. Me achavam bonita demais para você, e seu pai fez questão de deixar isso bem claro.

E você chorava. Chorava de raiva, chorava por causa do seu pai. Seu nariz sangrava cada vez que você falava com ele ao telefone, tamanha a tensão que ele impunha sobre o teu psicológico frágil, e eu tentava te ajudar, te encorajar, mas você sempre dizia que eu não entendia.

Você dizia que ele não mandava na sua vida, mas suas atitudes me diziam o contrário. Você tremia como um passarinho molhado só de lembrar das coisas que ele falava.

O engraçado era que enquanto existia um time de amigos seus torcendo por nós, outro time observava de longe e me chamava em particular para me fazer desistir. Mas eu tinha me comprometido, e estava com um medo enorme de desistir e acabar machucando você. Estava me abstendo de pensar em mim, para pensar em você e isso às vezes me fazia explodir em chiliques por qualquer coisa.

Um dia, nesse turbilhão de sentimentos e indecisões que pairavam sobre mim, fui colocada contra a parede. Tive que fazer uma escolha que mudaria a minha vida para sempre.

Cerca de dois meses depois, minha escolha estava feita, e lá estávamos nós. Casados. 

Já no planejamento daquele evento pude perceber que havia algo errado em tudo aquilo, mas achei que era coisa da minha cabeça, do nervosismo, sei lá.
Não pude escolher muita coisa além do meu vestido para a cerimônia: tanto o hotel da noite de núpcias, quanto a lua de mel já estavam escolhidos e pagos pelo seu pai. Seria ótimo, se eu soubesse que ele estava fazendo de bom grado.

Ele também não me deixou ficar na nossa própria festa, fomos embora quando as músicas mais animadas começaram. Dançamos algumas canções para fazer fotos, e já nesse baile, estava me arrependendo, pois você não fazia o menor esforço para dançar, sei que talvez você estivesse com vergonha, mas aquele era o seu casamento! você quis aquilo, porque não fazer um esforço? Nas fotos saí sorrindo e você também, parecia que estávamos nos divertindo horrores! Mas não... eu estava cansada de te levar pela mão e dizer entre dentes: -"Eu também não sei dançar, vai se mexe!"
Eu estava sendo idealista. Era o primeiro dos muitos ideais que sonhei para esse relacionamento.

Mas enfim, saímos para a lua de mel. Fomos de ônibus, e com pouca bagagem. Sua irmã tinha se oferecido para cuidar da casa na nossa ausência, e se eu soubesse o que encontraria quando chegasse, teria aceitado.

Quando chegamos em casa, parecia que o furacão Katrina tinha passado por lá. Todo nosso enxoval estava usado, sujo e manchado. As toalhas bordadas com nossos nomes, esquecidas, emboladas e úmidas encima da máquina de lavar, lençóis em um balde com água podre. Nossas travessas manchadas de algum assado qualquer. A panela de pressão sobre o fogão, com algo mofado e estragado dentro. 
Despensa vazia, geladeira igual. Tudo que minha família deixou arrumado para quando chegássemos, tinha acabado.
Banheiro sujo, cama revirada e manchada com algo que eu queria acreditar que fosse chocolate.
Bolas de cabelo e poeira rolando pelo chão. Nem o enfeite da mesa de centro escapou, estava cheio de chiclete, maçã roída e papéis de bala.

Ficamos apenas uma semana fora! É como se realmente tivessem feito um esforço para deixar um cenário de destruição, o que para uma recém casada, cheia de ideais e expectativas, era devastador.
Minha reação foi de perplexidade, decepção, raiva, não sei... sei que um sentimento desesperador crescia dentro de mim e começava a tomar forma.

Onde é que fui amarrar meu burro?

Aquilo parecia ser um recado claro dos meus sogros: "Não gostamos de você, e queremos que você saiba disso"

Passei anos da minha vida ouvindo que amor mesmo, só vinha depois do casamento e agora eu queria acreditar com todas as minhas forças nisso, apesar de, desde o começo não conseguir imaginar envelhecendo ao seu lado.

Morávamos em um bairro afastado, porém bonito e tranquilo. Ponto para o seu pai, que por sinal, achava que eu ia dar o golpe do baú e ficar com aquele imóvel.
Mas era lindo abrir a janela da sacada, e poder sentir o sol, as flores e os passarinhos cantando... música para os meus ouvidos, me davam esperança.

Passei dois meses tentando me ajustar a dupla jornada: trabalho ruim e distante, chegar e limpar, cozinhar, e passarmos tempo juntos enquanto planejava outros trabalhos para nossos agitados finais de semana. 

Mas então eu comecei a falhar. 

Comecei a ficar doente, eu passava semana atrás de semana com amigdalite, faringite, e todo tipo de "ite",  febre, nem dava tempo de me recuperar. E eu alérgica a medicamentos e sem plano médico, sofria demais com isso.

Decidi então que sairia do trabalho para cuidar melhor de mim, de você e da casa. A ideia parecia boa, você de início concordou, me lembro de ouvir você dizer que se era isso o que eu queria, que eu poderia fazer. 

Mas foi aí que a coisa degringolou de vez... e eu comecei a conhecer quem era você de verdade. Por trás dessa aparência de bondade, paciência e romantismo exacerbado, morava um ser perturbado, avarento, machista e egoísta.

Eu não sabia cozinhar, não tínhamos tv e nem internet. O livro de receitas que tomara emprestado, apenas continha pratos sofisticados e complicados. Mas eu tentava me lembrar da comida da minha mãe, e fazia o melhor que podia.

Limpava tudo impecavelmente, decorava e fazia planos. Comprei até uma réplica de uma pintura  que você adorava do Michelangelo, foi bem baratinho e eu estava orgulhosa de mim mesma. A casa estava limpa, cheirosa e agora aconchegante. Eu estava pronta para deixar para trás os primeiros meses difíceis.

Mas você chegava em casa e parecia distante. Não falava comigo. Comia, se banhava e sentava no sofá assistindo aquela TV com estática, como se a estática fosse mais interessante que sua jovem esposa.

Eu sempre fui calada, então não precisava de muito para me deixar feliz, eu só queria ter uma daquelas conversas de casalzinho, afinal o sentimento que nos unia era frágil e precisava florescer. Então eu arriscava:

- Como foi seu dia?!
- Normal, o que você quer que eu diga?

E era silêncio o que se seguia.

O que estava acontecendo?  O que eu estava fazendo de errado? Porque essa atitude?

O seu silêncio foi o começo do nosso fim.

Parte II - Final




Introversão

Não precisa mudar para caber, transborde!

E aí gente? Tudo bem?

Meu primeiro post no blog, que na verdade foi um desabafo sobre minha introversão, teve uma ótima repercussão, e eu fiquei feliz que tantas pessoas tenham se sentido identificadas, e ao mesmo tempo preocupada. 

Preocupada?
Sim, é impressionante como a sociedade nos força a passarmos mais tempo tentando agradar, encaixar, caber, que nos esquecemos de conhecer melhor a pessoa que mais importa: nós mesmas.

Isso aconteceu comigo. Tentar mudar pra encaixar. Pra caber.

Mas a gente não muda de verdade, né? não consegue. Quando a gente chega em casa, fica aquela sensação de vazio, de que algo não está bem. Ficamos exaustas, cansadas, uma fadiga eterna, porque o mental afetou o físico, só que a gente não sabe disso, a gente não sabe explicar o que é.


A mãe/pai cobra, o irmão/irmã tira um barato. A amiga acha que você está na "bad", que você só precisa sair mais. Aquela fulana que você conhece virtualmente te acha "esquisita" e você nem sabe como se classificar diante desses rótulos que as pessoas colocam, só porque você não se encaixa nos padrões delas. 

Não é assustador que convivamos com as pessoas diariamente e nunca paremos para conhecê-las de fato? principalmente hoje, na era da internet, onde as informações viajam com uma velocidade tão impressionante, que não dá nem tempo de acompanhar, caso você tenha ficado 8 horas enfiada em um escritório trabalhando ou numa sala estudando.

É como se passássemos pela vida tendo relacionamentos rasos e vazios com todo mundo. Seja no real ou no virtual. É um tal de AMIGAAAAA pra cá, AMADAAA pra lá, e na verdade aquelas conversas superficiais não levam a lugar algum, não acrescentam nada. 

Isso acontece muito na vida adulta. 

As amizades da escola, já não fazem mais sentido, se é que um dia fizeram. Vocês já não tem mais nada em comum: Emprego diferente, faculdade diferente. Alguns casam cedo, outros engravidam cedo. Outros se mudam pra longe.

E os colegas de trabalho? alguns são estressadinhos ou massantes, outros parece que não nasceram com uma célula de seriedade no corpo. Passam o dia contando piadinhas, e atrapalhando a produtividade alheia. 

Trabalhei no dpto de marketing de uma multinacional uma vez, em 2013, era o emprego dos meus sonhos, pois sempre quis trabalhar na região da Paulista. No entanto eu tinha uma chefe que todos os dias chegava contando histórias sobre ela e o namorado. Parecia uma matraca, não parava de falar, e o pior: EU TINHA QUE PRESTAR ATENÇÃO E RIR, porque senão ela ficava me olhando de canto, e ficava azeda comigo o resto do dia. Fora as olhadelas por cima da "paredinha" de 30 centímetros que nos separava. Ela era uma extrovertida, e eu... adivinhem?

Como lidar? Eu não achava graça em nenhuma história! Queria trabalhar! que coisa chata! óbvio que não durei muito nesse emprego, com o tempo fiquei tão saturada, que parei de render e Graças a Deus fui demitida, uma pena porque eu realmente gostava da empresa e das minhas colegas do dpto de T.I, que foi com quem acabei fazendo amizade.

O mais engraçado é que eu entrei na empresa super motivada. A apresentação da empresa que o RH tinha feito ressaltou que lá seria um ambiente de respeito, tranquilo, onde o foco seria o "Fator Humano". E minha chefe tinha tudo, menos respeito por mim ou por minha personalidade. 

O fator humano não existiu. Não houve respeito. Parece que não respeitam pessoas caladas ou tímidas nas empresas. Pelo contrário, nos tem como bobos e preferem nos excluir.

Não pensam que quem fala menos, observa mais, e tem uma capacidade analítica muito melhor que aquele sujeito que fala gritando e convoca 345 reuniões pra não resolver absolutamente nada.

Nós, introvertidos pensamos em silêncio para tomarmos decisões melhores. Podemos não ser os melhores chefes, mas definitivamente somos melhores líderes. E o que é melhor? um chefe ou um líder?

Uma pessoa que manda, ou alguém que analisa a situação, escuta, sente o ambiente e depois toma uma decisão em conjunto com a equipe? Até quando vamos nos sentir excluídos por não gostarmos de tagarelar? 

Mas eu nunca mais deixei que isso acontecesse. Primeiro porque não foi a primeira vez que fui demitida por conta da minha personalidade, e segundo porque tenho contas a pagar, oras! Comecei a me valorizar e transformar meus pontos fracos (pra eles né?!) em pontos fortes.

Para você que leu o texto e também se cansou de ter que "mudar para encaixar", saiba, você não precisa mudar nada se não quiser, e você não está sozinha nisso.

Hoje se fala tanto em empoderamento das minorias, mas já percebeu como ninguém fala em empoderar um introvertido, sejam eles tímidos ou não?

Então vamos nos empoderar!

Vamos começar a mudar isso, e deixar o estigma de lado, não somos avoados, nem anti sociais, nem estranhos. Somos seres pensantes, e cheios de conteúdo.
Somos tão completos, que gostamos da nossa própria companhia e raramente estamos parados. Temos nossos blogs, nossas artes, nossa fotografia, nossa caminhada, tanto o que fazer e o tempo sempre parece curto!


Você precisa gostar de você, do jeito que você é, e entender que a sua missão vai mais além de agradar os outros. E não digo isso com ares de superioridade, longe de mim, mas digo no intuito de que você se sinta confortável e saiba que se você é assim, é por uma razão, o mundo precisa de mais silêncio, de gente que observe os pequenos detalhes e se alegre com coisas simples.

Você tem mais conteúdo do que pensa. Use isso a seu favor!
Você tem assunto sim! olha quantas coisas legais passa pela sua cabeça!

Vamos começar a usar nossa personalidade a nosso favor, o mundo não é de quem fala mais alto, é de quem sabe fazer bom uso de suas qualidades.

PS: Já descobriu sua tipologia segundo Myers Briggs? Super recomendo! Isso vai dar uma forcinha para identificar suas melhores qualidades e trabalhar em torno delas. faça quantas vezes forem necessárias até sentir que a descrição se encaixa com o que você é ou como se sente.

Um beijo e até a próxima! ♥


Artesanato

Manda uma aquarela pra viagem, por favor!




Sabe aquela semana que a gente está com a corda toda, cheia de vontade de riscar da lista aqueles projetinhos que nunca dava tempo, ou dava preguiça de fazer?
Pois é, essa semana foi uma delas!
Domingo agora eu sentei e decidi usar algumas latinhas que eu estava guardando para fazer mini estojinhos de aquarela On - The - Go.

E eu adoro latinhas, sério. Eu não posso ver um produto em forma de lata que eu já fico imaginando na minha coleção, e o que eu faria com ela ♥

Às vezes eu compro latinhas especificamente para algum projeto que eu tenha em mente, como foi o caso dos Altoids. Há algum tempo atrás eu havia aprendido a fazer latinhas de aquarela para viagem, porque eu adoro aquarelar, e de uns tempos pra cá, desde que chegaram os pincéis com depósito de água que comprei no AliExpress, tenho usado bastante em quase todos os meus projetos: Scrapbook, Bible Journaling e até no Planner.

E elas super rendem!  eu uso umas bisnagas pequeninas da Pentel, de 12 cores e elas duram a beça. Eu gosto de misturas mais "aguadas" e clarinhas, então com só um pouquinho de tinta eu consigo colorir todos os meus projetos.

Essa latinha abaixo, foi a primeira que fiz.
Usei o "bumbum" de uma forminha de silicone para bombons e cola quente:

latinha de aquarela diy

Ela ficou assim: 

latinha de aquarela diy


Mas essa latinha é relativamente "grande" e eu tinha me apaixonado por um projetinho que vi no Pinterest de aquarela na embalagem de Altoids, que é bem menorzinha, do tamanho da palma da mão. Óbvio que eu fui atrás de onde vendia essa balinha e já logo tratei de providenciar uma pra mim.


Eu queria que coubesse meu pincelzinho nele, então comprei uma caixinha de Durepóxi e moldei para caber os dois, foi bem fácil. Os furinhos ficou com o próprio cabinho do pincel. Conforme o Durepóxi vai secando, é só ir moldando com as mãos molhadas até atingir o resultado desejado.

Eis o resultado final:

latinha de aquarela diy

Eu fiquei apaixonada com o resultado!
Tão apaixonada que acabei fazendo mais duas, e agora tenho 4 latinhas fofas para colorir onde eu quiser ♥

latinha de aquarela diy

Olha o charminho dessa mini: 

latinha de aquarela diy

Gostaram?!
Agora é só fazer arte!

Um beijo e até a próxima!

Introversão

Precisamos falar sobre Introversão

 
Bom, sendo esse o primeiro post desse velho novo blog, eu sinto que preciso começar com um desabafo. Atenção, talvez este post seja longo... Mas quem sabe, alguém aí não se identifique?

Durante toda minha vida, sempre tive muita dificuldade de encaixar. Na escola, em casa, na igreja, etc

Mas eu nunca soube exatamente o motivo. Será que eu era tímida? às vezes eu dizia que sim, mas uma pessoa tímida não se expressa muito bem em público ou sim? 
Eu não sei, mas eu sempre falei bem em público, especialmente quando tenho conhecimento/interesse sobre o assunto.

Também gostava de ir a festas de vez em quando, e me relacionava fácil com as pessoas. Mas não gostava de ser o centro das atenções e geralmente ficava em um cantinho conversando com uma ou duas pessoas que também não gostavam de ser o centro.

Na escola, sempre gostei de perguntar e discutir o que estava sendo ensinado, caso contrário eu não absorvia o conteúdo. Eu não queria passar, eu queria aprender, mas isso incomodava meus colegas, e eu acabava me fechando, e não aprendendo como gostaria.

Por ser essa pessoa quieta, reservada, isso me rendia apelidos do tipo: caipira, bicho do mato, sem graça, entre outros adjetivos pejorativos.

Ao me apresentarem pra alguém, eu já sabia que meu nome viria seguido de algum "apelidinho": 
- Essa aqui é a minha irmã/amiga/prima, ela é meio bicho do mato/caipira/sem graça! - que bom - eu agradecia mentalmente.

oiiii... tudo bem?
E isso ecoava na minha cabeça: Eu . sou . um . saco

Cresci achando que tinha algo errado comigo. Passei boa parte da minha vida adulta pensando o mesmo.

Afinal qual é meu problema? O que há de errado comigo? Porque meu coração acelera cada vez que tenho que sair de casa pra algum evento social? Porque meu estômago tem um buraco? 
Porque chego tão exausta e não consigo ir a outro evento social em um espaço curto de tempo? Mesmo que esse dito, "evento social" fosse alguém vir a minha casa. 

Porque estou ficando nervosa e com vontade de ir embora daqui?
Porque quando alguém começa a falar comigo sobre o clima, maquiagem, roupa, etc, eu tenho vontade de sair correndo, ou começo a divagar e mesmo tentando me concentrar não consigo prestar atenção?
Porque eu preferia mil vezes estar em casa, que ali, naquele "programa de índio"?

Porque na igreja eu detestava o famoso: "olhe para o seu irmão e diga..." 
Porque? se a vida em comunidade é tão importante...

Porque no trabalho todo mundo ria de alguma piada que eu não achava graça? Era birra? implicância minha? 
Porque alguns dos meus colegas de trabalho não gostavam da minha companhia? Porque eu gostava mais de ouvir do que de falar? 

Não sabia responder nenhuma dessa perguntas. Eu tentava, tentava com todas as minhas forças encaixar, ser "padrão", mas não conseguia.
Eu não gostava de ser diferente e eu achava que estava quebrada, com defeito. 

Como cristã, eu cheguei a orar, pedir a Deus pra me mudar, e meu esforço funcionava por alguns dias, apenas para depois eu ficar um mês inteiro sem querer sair de casa, mal humorada, me sentindo um fracasso. Eu lia livros de auto ajuda, mensagens estimulantes, e nada funcionava.

Eu não conseguia fingir por muito tempo. 

Você é muito sensível! 
Você é muito exagerada! 
Deixe de ser ridícula, você vai lá cumprimentar fulana sim! 
Você é muito amarga, sua anti social! 
Pare de se preocupar com isso, que bobagem!
Você é muito exigente/orgulhosa, por isso não tem amigos!
Você é muito dramática!
Você é muito esquisita!

E a lista de pessoas diminuindo o que eu era ou sentia só aumentava.
Será que eu era mesmo tudo isso? Será que eu não estava orando o suficiente? Será que o problema era eu?

Mesmo no virtual, as coisas pareciam se repetir, e pior, como não me conheciam me julgavam de todas as formas possíveis.
Até que, um dia, depois de tanto tempo tentando levar nas costas o real e o virtual, eu sofri um Burn Out. Quando isso acontece, meu mecanismo de defesa se ativa e eu saio, fecho a porta e paro para pensar melhor e realocar minhas ideias e prioridades.
Como de costume, saí deletando alguns rastros virtuais, mas não me dei ao trabalho de deletar tudo, apenas aquilo que eu sabia que atrairia pessoas a um lado meu que não era exatamente o "real".

Inconformada, triste e chateada, resolvi pesquisar a respeito do que estava acontecendo, porque eu gostava de como eu era, mas aparentemente o mundo não. O mundo achava que eu precisava de conserto. 
Encontrei um sem fim de artigos, textos, pesquisas, testes de personalidade (testes sérios, nada de testezinho da Toda Teen não...) e depois de conversar com uma conhecida psicologa, chegamos a duas conclusões: eu era Introvertida, (mais especificamente uma INFJ na tipologia de Myers Briggs, que vou falar mais em outro post) além de ser uma Pessoa Altamente Sensível (PAS).

Pronto, aí está, eu descobri a roda!

E o que significava tudo isso?

Simples. Eu não tinha defeito nenhum. Eu não era uma aberração, nem precisava de "conserto".
Eu não era chata, nem "caipira", nem orgulhosa, nem sem graça, nem ridícula, nem tímida, nem bicho do mato... nada disso.

E pela primeira vez em anos, eu finalmente me aceitei, e entendi que eu não devo ser o que os outros esperam de mim, mas ser o melhor que posso ser dentro do que Deus construiu pra mim.



 
 "Espero que você abra sua bagagem para que outras pessoas vejam, o mundo precisa de você e precisa das coisas que você pode trazer" - Susan Cain em seu TED Talk

 
E aqui nesse novo cantinho, é onde eu vou falar mais sobre isso e espero falar ao coração de tantas outras pessoas que têm seus sentimentos diminuídos por pessoas, que talvez na ignorância ou na boa fé de "ajudar", acabam prejudicando mais ainda, sem saber o dano que estão causando. Mas isso é porque elas não sabem que não precisamos de ajuda, não estamos em perigo. Apenas não precisamos estar rodeadas de pessoas para nos sentirmos felizes e completos...
Mas enfim, o desenrolar dessa história, é longo, e material para um próximo post ♥




Subscribe