Fator: Pessoas

Faz bem aprender a dizer "Não"


Esses últimos meses, se não todo esse ano, foi marcado por muitas tensões. Não só minhas, mas praticamente no mundo todo.

Temos assistido com espanto a ação de grupos terroristas, a guerra na Síria e o drama dos refugiados, desastres naturais, o drama das acirradas eleições americanas, nosso impeachment, a desgraça de guerrinha entre esquerda-direita com gente adotando políticos de estimação como se eles sequer soubessem da nossa mera existência.


Tanto ódio gratuito, tanta hostilidade em todo o lugar, que percebo que muitas pessoas estão cada vez mais tentando adotar uma postura pacífica, e estão se propondo a reclamar menos e dizer mais "sim" para as coisas, para a vida.

Mas existe uma outra pequena parcela, que antes disso, já era "de boas". Essa parcela que evitava conflitos e eram chamados de "isentões". Sim nós que fazíamos malabarismos para agradar a gregos e troianos, pois gostávamos de ter amigos dos dois lados. 
Tínhamos nosso lado "Jaiminho, o carteiro" aflorado e sempre queríamos evitar a fadiga!

Pra que brigar se podemos comer?

Passamos a vida inteira dizendo sim. Dizíamos sim para a professora, para aquela coleguinha da escola folgada que pegava nosso lápis de cor e não devolvia, para o menino que mexia com a gente, mas não era ele que acabava de castigo...

Dizíamos sim para nossos pais, irmãos, e mesmo depois de grandes, dizíamos tanto sim para nossos amigos, colegas de trabalho, que acabávamos em cada programa de índio que pela madrugada viu...

Ainda somos assim. Somos os bonzinhos, os "trouxas". Sabemos dar bons conselhos, porque sabemos ouvir. Sentimos empatia e amamos tudo o que é fofinho. Vemos beleza até naquele monte de matinho que cresce no quintal, porque tem formato de trevo.
Queremos levar todos os gatíneos e catioríneos para casa, porque simpatizamos com seu abandono. Temos vontade de cuidar de todos os meninos fofos que falam que não conseguem encontrar uma menina legal, não porque sejamos "muito dadas" se é que me entendem, mas porque nossa empatia quer abraçar o mundo e cuidar dele...


Absorvemos tudo a nossa volta, sentimos tudo, e com isso acabamos absorvendo também a negatividade, a toxicidade, a inveja, e toda carga que aqueles que eram do time do "não" conseguiram se livrar.

Mas a gente cresce... e percebe que uma vida assim, é um desperdício! Acabamos doentes, fracos, confusos!
E apesar de que ficamos felizes em fazer os outros felizes, sempre terão aqueles que irão abusar, se aproveitar e nos drenar... drenar tudo de bom que temos em nós.

Mas antes que isso aconteça, temos que aprender a amadurecer e dizer não. Pessoas como nós, sensíveis, "feelers" por natureza, precisamos nos fortalecer, cuidar de nós mesmos.

E digo por experiência, isso pode ser libertador! até porque nadar contra a corrente se tornou um dos meus hobbies preferidos. 

Dizer não tem seu lado bom e ruim também. Afinal as pessoas que nos rodeiam sempre estiveram tão acostumadas a se beneficiar da nossa submissão, que chegam a estranhar e até rotular nossos atos como "egoísmo". Alguns se afastam.

Aprender a dizer não, me fez perceber quem eram meus verdadeiros amigos. Quem estava do meu lado por quem eu era e não pelo que eu poderia proporcionar. O número diminuiu, mas a qualidade aumentou.

Minha auto estima aumentou também. Me sinto mais forte, mais decidida e mais racional. Apesar de ainda ser sensível, de ainda gostar de ajudar aos outros, hoje posso discernir o que vale a pena aceitar e o que não. O que manter, e o que deixar ir. 

Isso é algo que considero importantíssimo! Aprender a dizer não nas ocasiões certas, traz uma sensação de poder, de independência.

Então, sim, a minha resolução de ano novo é dizer mais "nãos" e cuidar mais de mim, mais da minha vida e de quem realmente se importa com meu bem estar.

Mas ainda quero continuar evitando a fadiga 😉

Filmes e Séries

Freedie Highmore e sua habilidade de fazer chorar

Eu sei que já disse que choro com quase tudo, eu sei.
Vejo arte e choro, ouço música e choro. Não é diferente com filmes, até porque uma pessoa idealista costuma mesmo sonhar acordada imaginando cenários construídos através da união das lentes de uma câmera, um bom roteiro e bons atores.

Nunca fui o tipo de pessoa que assistia filmes por causa de "galãs", mas sim por causa da história, do conteúdo, drama principalmente. Um dia fazendo uma busca pelo Netflix, descobri excelentes filmes do gênero estrelados pelo ator britânico Freedie Highmore. 

Provavelmente você deve conhecê-lo por causa do remake de Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate, o filme que o "tornou" famoso.
Dispensa resenha né? Esse filme todo mundo conhece.


Mas depois disso ele fez uma sucessão de filmes bons. Sério, ainda estou para vê-lo em um filme ruim.
Por sorte, no NETFLIX, ainda estão os melhores. Não vou resenhá-los detalhadamente um a um porque não quero arruinar sua experiência, vou apenas dar uma breve descrição deles.
Confira as dicas, pegue a pipoca e aperte o play!

Um ano antes do filme que o alavancou ao sucesso, em 2004, ele atuou ao lado de Johnny Depp e Kate Winslet. Você já deve ter visto ao menos um pedaço desse filme por aí, pois alguns quadros das cenas finais rendeu aquele famoso meme:


Em busca da terra do Nunca:


Agora sim, pode preparar a caixa de lencinhos, pois esse filme abaixo é um conto de fadas moderno. Malditos ninjas cortadores de cebolas!

O Som do Coração:


As Crônicas de SpiderWick é um daqueles filmes que misturam aventura e fantasia no ambiente do "mundo real".
Não, esse não me fez chorar, mas é bem legal. Se tiver crianças em casa, pode chamar pra ver junto!


Um filme baseado na vida do Chef britânico Nigel Slater. A fotografia do filme é fantástica, elenco fantástico e o enredo então... nem se fala!

Toast: A História de uma Criança com Fome


Ahhh... Esse eu literalmente acabei de ver!
Me identifiquei bastante com o personagem que o Freddie interpreta: um introvertido e incompreendido que adora arte. A Arte da Conquista é uma crítica sutil às pressões da vida moderna.

A Arte da Conquista:


E claro, a primeira série protagonizada pelo Freddie que atualmente está na quarta temporada, e no Netflix estão disponíveis as primeiras 3. Tem um estilo de mistério e suspense similares aos enredos do Stephen King embora muitos críticos a tenham comparado a famosa "Twin Peaks".  
Mas ela tem seu brilho próprio e a cara de bobinho do Norman Bates, personagem do Freddie, esconde um segredo sobre ele que... você precisa ver.
Bora maratonar?

Motel Bates



Espero que tenham gostado da dica!
Beijos e até a próxima ♥
Fator: Pessoas

2016 e a jornada do auto conhecimento


Dois meses para o fim do ano, e eu me pergunto: para onde foram os outros dez?

Não fiz nenhum tipo de resolução o ano passado, então minhas expectativas não eram grandes. Tudo o que aconteceu em 2016, aconteceu porque tinha que acontecer.

Principalmente do meio do ano em diante, pois minha vida sofreu uma reviravolta repentina e completamente inesperada, causando uma saída forçada de uma zona de conforto, que eu pretendia sair, mas no meu tempo.
Isso veio com o fim de um relacionamento, que embora não fosse de cunho romântico, graças a Deus, ainda assim era uma "amizade" emocionalmente desgastante, não só para mim, como para toda minha família, mas que eu suportava apenas pelo bem do meu filho. Um relacionamento cordial que era baseado apenas em uma obrigação comum, que eu tinha que manter mesmo me fazendo tão mal. Onde eu era constantemente humilhada e chantageada.

Mas é o que sempre digo: pessoas ruins caem sozinhas, pois a máscara de bondade não dura por muito tempo. Pode demorar, mas elas caem, sempre.

Passei anos avisando a todos que aquela bondade toda era apenas uma das artimanhas de uma pessoa narcisista, e ninguém acreditava. Mas acabou, e foi um alívio!
Pode deixar que agora o resto, Deus, o tempo e eu consertamos!

Foi o ano da desconstrução de certos conceitos a respeito de vários assuntos, mudei de opinião e quebrei paradigmas, afinal é saudável repensar a forma como vemos as coisas de vez em quando.

Foi o ano que eu renunciei todo e qualquer vínculo com instituições religiosas, por mais bonitas que parecessem as suas missões, visões e ideologias. Sigo o evangelho de Cristo, e me reservo ao direito de questionar e refutar doutrinas e ordens humanas que não correspondam à palavra de Deus.

Foi o ano do auto conhecimento. Descobri mais sobre mim em dois meses do que jamais soube a minha vida inteira.
Descobri a tipologia de Myers - Briggs, que me fez entender que eu sou o que sou, que ser eu mesma é maravilhoso. Que meu tipo (INFJ) tem a maior taxa de empatia de todos os outros tipos, por isso eu sempre acreditei que todas as pessoas tem um lado bom, e mereciam o benefício da dúvida, e que justiça seria feita caso fossem realmente pessoas más, ou com intenções turvas.

Foi o ano também em que mais aprendi a valorizar minha própria companhia, afinal ter amigos é legal, mas nada mais confortável do que estar sozinho sem se sentir sozinho.
Porque eu não preciso de pessoas que me tratem como opção, nem que me suguem, ou drenem a minha energia só porque sou "boazinha".

Aprendi novos hobbies, enquanto abandonei outros.

Descobri que não gosto de ser o centro das atenções, prefiro trabalhar nos bastidores e ajudar sempre que possível.
Essa descoberta me fez entender porque apesar de todo o reconhecimento que eu tinha em um certo nicho, eu não me sentia feliz.

Ainda estou aprendendo a lidar com isso, e quem sabe um dia, eu consiga voltar não é mesmo? Pois é como muitas pessoas me disseram: Não posso deixar que um par de pessoas que nada produzem, me tirem o prazer das minhas criações.

Descobri que a grande maioria das pessoas, principalmente na internet, não sabem apreciar a beleza da simplicidade, do respeito e da ética. Preferem fazer fofocas, falar mal, e ignorar valores básicos em troca de "objetos" ou de um pouco de fama. Lealdade é artigo de luxo hoje em dia.

Fechei a porta para pessoas tóxicas, e me purifiquei, me afastando de tudo que não contribuía para meu crescimento como ser humano.

Foi em 2016 que aprendi lições valiosíssimas sobre auto conhecimento, e pude ponderar sobre cada frase que eu li e ouvi a meu respeito, e que tenham de certa forma me incomodado, pois não condizia com a minha forma de ver  a mim mesma.
Que eu não era esquisita, e sim introvertida, que eu não comia pelas beiradas mas poupava energia evitando conflitos desnecessários, que eu não era trouxa, mas sim, uma empata por natureza, e isso é ao mesmo tempo uma benção e uma cruz.

Ainda estou engatinhando nessa jornada, embora tenha passado dos 30, creio que nunca é tarde para nos auto conhecermos e nos amarmos, como somos.

Ao contrário, foi aos 30 que comecei a me sentir uma mulher emocionalmente independente. Que experimentei o que é amar e ser amada de verdade. Que senti desde o início o prazer da maternidade sem influências externas. Que fiz o que quis e como eu quis.

Sinto que só agora tenho o poder de colocar e tirar da minha vida quem eu quiser, com toda a autonomia. Que não sou mais a sombra de ninguém, aliás, que bom é ter 30 anos!

Só sei que mesmo com todas as dificuldades, 2016 foi um ano espetacular!


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