Que a vida seja feita de altos e baixos, isso todo mundo sabe.
Que eu seja introvertida, isso já ficou claro também, afinal meu blog se trata majoritariamente dessa descoberta que me libertou das pressões de ser o que não sou.
Aos 31 anos foi quando essa mudança de mentalidade aconteceu. Eu finalmente me compreendi e me aceitei. Introvertida e INFJ.
E como introvertida, sempre fui muito observadora, e se tem uma coisa que sempre admirei eram pessoas de atitude, independentes, auto suficientes e bem sucedidas, ou ao menos bem definidas, profissionalmente. Até porque ser bem sucedido vai muito de ponto de vista.
Um exemplo: já fui balconista de loja e considerava meu cargo um trampolim para algo maior, mas já conheci caixas de loja que consideravam o cargo como sua profissão, como algo fixo e a longo prazo, e estavam perfeitamente ok com isso.
Conheço meninas de 30 anos com muito potencial para um cargo de gestão, mas que estão ok com um cargo de auxiliar, e isso chama minha atenção, me faz admirar e de certa forma "invejar" essa sensação de estabilidade.
Eu saà de um cargo de gerência em um hospital veterinário porque não aguentei lidar com o assédio moral constante dos meus chefes, e apostei minhas fichas que as funcionárias que deixei para trás sairiam pouco tempo depois de mim, pois elas também se queixavam muito dos donos do estabelecimento, e ameaçavam sair.
Resulta que daqui há 2 meses fará um ano de minha saÃda, e elas continuam lá, postando suas selfies sorridentes com o uniforme do trabalho, que eu escolhi antes de sair, por sinal.
Aà não sei dizer se continuam lá por falta de opção, por comodismo ou se minha saÃda impactou em algo a administração, afinal foram 3 gerentes pedindo demissão em menos de 6 meses.
Isso me leva a pensar que o problema esteja em mim e na minha "falta de competência" em peitar e bater de frente quando algo me desagrada. Talvez ainda estaria ganhando um bom salário, trabalhando como gerente daquele local, quem sabe?
Saà e decidi ser dona do meu negócio e focar no que eu sabia fazer: design gráfico. Mas pouco tempo depois, e nem sei se já falei sobre isso aqui, desanimei, pois a área está prostituÃda pelas gráficas da cidade, e entre mendigar clientes e fazer malabarismo com meus papéis que já tenho que cumprir na vida, ficou bem complicado continuar.
E vejo muitas pessoas da mesma idade que eu, ou menos, que independente de suas condições, conseguem empreender, e não só empreender como diversificar.
E vejo muitas pessoas da mesma idade que eu, ou menos, que independente de suas condições, conseguem empreender, e não só empreender como diversificar.
Mas eu, hoje aos 34 anos, não sei que rumo tomar até sei, mas não tenho certeza. Já comecei e tranquei pelo menos 4 faculdades diferentes nos últimos 2 anos (sorte a minha ter um marido compreensivo!). Não gosto do ramo de alimentos, nem de moda, nem de animais (me descobri extremamente alérgica, só posso admirá-los pela internet), não me considero inteligente e focada o suficiente para sistemas e não tenho paciência para aprender a programar como meu marido que é programador e desenvolvedor há uns 15 anos.
Gosto de desenhar e pintar, embora não pratique com frequência.
Gosto de desenhar e pintar, embora não pratique com frequência.
Pensei em direcionar minha experiência e conhecimento em design para a área docente, mas não tenho vontade de estudar mais sobre design. Tentei fazer uma licenciatura em Artes Visuais, mas embora tenha sido um semestre gratificante em termos de conhecimento, não sei se uma licenciatura é o que eu quero, pois não há aprofundamento suficiente na prática das artes plásticas.
Surgiu recentemente aqui na cidade um curso de bacharelado em Artes Visuais, que a julgar pela grade tem um conteúdo mais rico, e pode me proporcionar o aprofundamento que quero, mas teria que fazer um curso a parte para poder dar aulas, talvez?
E, se eu passar 3 anos no curso e no final, aos quase 38 anos, não conseguir emprego numa cidade pequena como essa?
E se conseguir, seria eu uma boa professora?
São tantas dúvidas!
Não sei, parece que como todo INFJ, constância não é um dos meus pontos fortes, mas não quero que isso seja um fator determinante. Sinto que não quero chegar ao fim da vida sendo "apenas" mãe (entre aspas, porque né, dá trabalho pra caramba ser mãe), não com tantos avanços que fizemos ao longo dos últimos anos em termos de tecnologia, oportunidades e tudo mais.
Mas também não quero que meu ego e toda experiência de vida acumulada em um bom curriculum me impeçam de encontrar a estabilidade que eu procuro (ou preciso?), até poque começaria do zero...
Vou decidir, sei que vou, uma hora vou ter que aceitar o que as oportunidades desenham à minha frente, enquanto isso não acontece, fico aqui, gastando meu tempo com World of Wacraft e Fandangos...





