Escrevi em outro blog, que já não uso, apenas para este fim: contar histórias das minhas aventuras no World of Warcraft. Mas essa vida paralela e virtual já está tão entranhada em mim que não me convém mais separá-la. Pois aà está, um conto real baseado em uma fantasia
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Desde que deixei meu lar em Alta Montanha para explorar o então desconhecido continente de Kalimdor, tentei encontrar um companheiro leal que me acompanhasse em minhas caçadas.
Minha famÃlia vem treinando águias há gerações, e como presente de graduação da escola de caçadores, minha treinadora me presenteou com uma ave tradicional de Alta Montanha, seguindo todos os princÃpios ensinados por nosso lÃder e mentor, Lasan Chifre Celeste.
Dei-lhe o nome de Pena Marrom.
Infelizmente, nas perigosas e áridas terras estrangeiras por onde passei, Pena Marrom sofria fora de seu habitat. Preocupada com seu bem estar, decidi levá-la de volta e deixei-a repousando em meu estábulo.
Foram incontáveis dias enfrentando fome, sede, frio ou calor extremo, lutando contra monstros que por um momento me fizeram duvidar de minha capacidade e resiliência.
Pedia todos os dias a An´she forças para continuar e para que também me permitisse encontrar um companheiro fiel para minhas batalhas, que fosse tão robusto e leal como o próprio Eche´ro.
A mesma esperança que nasce junto com o coração de cada tauren que traz em suas raÃzes a força de Huln.
Claro que domei vários animais preciosos ao longo da minha jornada. Dinossauros, demossauros, serpentes, aranhas, pássaros exóticos e até um unicórnio azul! haha! deixa o Chifre Celeste saber disso!
Mas An´she não me ignorou, e quando menos esperava, me respondeu.
Já vou chegar lá.
Já vou chegar lá.
Em uma visita despretensiosa a minha velha cidade, sentei a sombra de uma árvore para descansar à s margens da Curva do Rio, quando uma das anciãs da nossa tribo se aproximou. Uma exÃmia caçadora nos tempos de outrora, entre uma história e outra, me contou sobre uma lenda.
Disse que havia uma criatura majestosa e misteriosa que habitava as montanhas trovejantes de Stormheim, a terra dos primitivos humanos gigantes. Se assemelhava em aparência e coragem a Eche´ro, mas que nenhum tauren havia sido capaz de encontrá-lo, quanto mais domá-lo!
Apesar de ser terras vizinhas, ouvi histórias tão assustadoras sobre o lugar que o medo me impedia de cruzar os céus. Sim, Lasan talvez teria vergonha, afinal uma caçadora descendente da tribo de Chifre Celeste não deveria se deixar intimidar por histórias, mas o medo era real.
Naquela noite não consegui dormir.
Não podia deixar de pensar em como a minha jornada havia sido difÃcil até ali e eu merecia, sim, modéstia à s favas, eu merecia aquela "caça".
A anciã me disse que se ele existisse, ele não ficaria a disposição o dia todo, ele aparecia e desaparecia rapidamente, geralmente ao atardecer, antes do sol se pôr.
Esperei até um pouco depois do meio dia, me vesti e saÃ. Procurei não pensar muito, para não desistir da ideia.
Esperei até um pouco depois do meio dia, me vesti e saÃ. Procurei não pensar muito, para não desistir da ideia.
A viagem foi turbulenta, cheguei até o pico da montanha e não estranhei tanto a presença das cabras como estranhei a dos esquilos. Se nem árvores havia por ali?!
O lugar estava vazio, ainda bem! ou não conheciam a lenda, ou não havia mesmo concorrência.
Sentei-me e decidi preparar algo para comer, vai que ele aparece, preciso estar bem alimentada! Não sei o que me espera.
Será dócil? será agressivo? Será que ele me daria um coice que poderia me atirar ao abismo?
Sentei-me e decidi preparar algo para comer, vai que ele aparece, preciso estar bem alimentada! Não sei o que me espera.
Será dócil? será agressivo? Será que ele me daria um coice que poderia me atirar ao abismo?
Foi quando escutei um ruido. O que é isso? Eu não sabia o que esperar, e estar sozinha no pico de uma montanha em Stormheim não era o que eu poderia chamar de reconfortante!
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| Quem se aproxima? |
Foi quando como em um sonho, ele se materializou ali, bem na minha frente! eu fiquei extasiada, sem ação, cadê minha câmera?
Ah deixa pra lá, não importa. A prova logo estará comigo. Ele existe!
E agora, ele é meu.
E agora, ele é meu.
Aquele momentos que antecederam, agora são memórias.
Não lembro como foi, só sei que aconteceu.
O fato é que eu o tenho, a imagem e semelhança de Eche´ro, este é eterno, eterno enquanto eu viver.
Valeu a aventura, o frio, a altura e a espera.
Não lembro como foi, só sei que aconteceu.
O fato é que eu o tenho, a imagem e semelhança de Eche´ro, este é eterno, eterno enquanto eu viver.
Valeu a aventura, o frio, a altura e a espera.
Seu nome é Majestik, meu melhor amigo.



