Blog

My long, strange trip


Caramba, olha eu voltando aqui depois de quanto tempo ensaiando postar alguma coisa...
Tanta coisa aconteceu nesses últimos meses, foi uma verdadeira loucura!

Pra resumir: ano passado arrumei meu primeiro emprego desde que saí de São Paulo. Comecei como recepcionista de um hospital veterinário, até aí tudo bem, era exatamente o que eu queria, um trabalho que não exigisse muito de mim, e me permitisse fazer apenas o que faço de melhor: sorrir e acenar.

Depois de quatro meses, meu gerente tinha planos maiores pra mim. Ele achava meu currículo bom demais pra ficar só sorrindo e acenando e me encorajou a bolar campanhas de marketing para engatar o setor de vendas do petshop, ou seja, eu seria responsável por toda a parte de organização, identidade visual, divulgação, mídias sociais e tudo isso sem largar a recepção que estava sempre lotada.
Encarei como desafio e coloquei todo meu empenho. 

Quatro meses depois, meu gerente aceitou um emprego em outro petshop e eu acabei ficando em seu lugar. A partir daquele momento eu seria tudo que já era antes: recepcionista, analista de mkt, social media, designer, e agora também assistente de RH, gerente comercial e gerente administrativo.

Até aí tudo bem, sério, adoro coisas que me mantenham ocupada e que me deixem tomar as rédeas para que saiam da melhor maneira possível, afinal sou perfeccionista e lido bem com conflitos.

Mas a "chefe" não pensava assim. Enquanto eu achava que estava ali coordenando tudo, na realidade ela estava me usando apenas como testa de ferro para lidar com clientes insatisfeitos (eram muitos!), pois tudo que eu organizava de uma maneira, ela ia e organizava de outro pelas minhas costas, e eu acabava ficando sem autoridade nenhuma. Ou seja: gerente de fachada.

Fora as cobranças sem sentido, o assédio moral de modo geral (gritos, esculhambação de todo tipo, abuso de poder, etc). Não deu outra: bye bye hospital veterinário. Não é você, sou eu. Mentira é você sim, mas ninguém precisa saber, certo?

Passei então a assumir um cargo de designer em uma startup de marketing digital, trabalho aparentemente tranquilo, 100% home office. 
O que um designer faz? recebe o briefing e executa. Quando tem briefing, é tudo mais rápido, tranquilo, suave.
E quanto não tem o que o designer faz? isso mesmo, se f#%$

Os chefes eram gente boa, mas cabeças dura, eu falava, informava, ensinava, avisava e nada. 
Sete dias na semana pra me passar o cronograma e me passavam numa quarta pra entregar na quinta o quanto antes, duas opções pra cada cliente, sem limite de alterações, e sem briefing.

O que acham que eu fiz? isso mesmo, bye bye "parceria"

Comecei minha própria empresa, tenho trabalhado mais com indicação e tenho feito 0 divulgação, afinal, com duas crianças, faculdade e uma casa pra cuidar, não quero me escravizar (ainda).

E claro, voltei a jogar World of Warcraft, e o melhor: com o marido que jurava de pé junto que jamais voltaria... haha! o mundo da voltas...

E é isso, quero voltar mais por aqui, dessa vez sem textos muito elaborados, o perfeccionismo mata minha criatividade e as vezes eu preciso apenas escrever...


Subscribe