Updates e otras cositas
12:39:00
São 04:35 da manhã do meu primeiro dia de folga desde que eu comecei a trabalhar. Fazia tanto tempo que eu não desfrutava da brisa fresca da madrugada, do silêncio, e da claridade de pensamentos que ficar acordada essa hora traz. A melhor parte é que está chovendo, e as árvores estão fazendo aquele farfalhar gostoso, sabe? Bom pra se enrolar numa manta com um chazinho na mão.
Mas, claro que apesar de estar de folga, estou trabalhando, aproveitando pra colocar alguns freelas em dia, afinal é preciso aproveitar as oportunidades.
Aliás trabalhar fora é uma das coisas que não imaginei que faria tão cedo!
Achei que seria mãe e dona de casa 24/7 enquanto terminava minha faculdade e sairia direto para meu primeiro estágio ou algo assim.
Mas a vida tem dessas, te surpreende de maneiras realmente inesperadas, em todos os aspectos.
E eu sempre encaro mudanças como coisas boas, mesmo quando as experiências são ruins, de alguma forma tiro uma lição de cada uma delas.
Diferente dos meus outros empregos, esse eu decidi que não mudaria nada em mim mesma para ser aceita pelos meus colegas, ou pelo meu chefe. Decidi que seria eu mesma, e se isso me rendesse uma demissão antes do fim do período de experiência, so be it. Porque eu cheguei a um ponto da minha vida, onde não vivo mais para agradar ninguém, ou as pessoas gostam de mim e me aceitam como sou, ou elas podem procurar uma pessoa que lhes agrade. Respeito muito todo mundo e trato a todos igual, sem distinção de cargo.
Até porque quando se tem o hábito de respeitar as pessoas independente da escala hierárquica, fica fácil tratar o colega tão bem quanto trataria o chefe.
E assim foi, e está sendo. O período de experiência está chegando ao fim, e para minha alegria, sendo eu mesma, sem máscaras, as pessoas genuinamente gostam de mim, a ponto da empresa adotar novas políticas de relacionamento e ouvir as ideias que eu trouxe de São Paulo comigo. Me senti amada, e muito bem vinda.
Parece bobagem, mas quando você passa a vida tentando atingir as expectativas alheias em ordem de manter um emprego, em nome da competitividade e da empregabilidade, isso é realmente satisfatório.
Até porque relacionamentos humanos são difíceis. Tão difíceis que chegam a ser incompreensíveis sob certos aspectos, ao menos para mim.
Por causa da complexidade e da incompreensibilidade dos relacionamentos humanos que eu tive durante toda a minha vida, é que eu desenvolvi uma certa curiosidade com relação a teorias psicológicas.
Uma que eu sempre menciono por aqui, e nas minhas redes sociais é o MBTI, mas também me interesso sobre tópicos que falam de auto estima, narcisismo, carência, depressão, o impacto da religião na personalidade e complexo de inferioridade.
O que leva as pessoas a serem como são? é possível mudar? qual a aceitação das pessoas com relação a mudanças? humildade tem a ver com religião? complexo de diva tem a ver com baixa auto estima? encontrar unicórnios em cabeças de cavalos ou se ofender com qualquer coisa, é um traço de pessoas carentes?
Porque existem os extremos? O que são os extremos?
Um exemplo de 8 ou 80 na minha concepção são aquelas pessoas que são racionais e lógicas, e para tudo tem de ter uma explicação linear, se não faz sentido, não existe. No MBTI talvez atribuiriam esse tipo de comportamento a um INTJ, isso de forma rasa, pois outros tipos podem ser assim também.
Já a outra ponta do iceberg são aquelas pessoas que são verdadeiras bombas emocionais prestes a explodir, guardam tudo para si, mas ao menor sinal de conflito de ideias ou valores, saem batendo pezinhos deixando um rastro de pontos de interrogação por onde passam, como os INFPs/ENFPs, por exemplo.
Embora esses estereótipos não podem ser considerado regras, pois para cada regra há sua exceção, saber o seu próprio tipo pode economizar muitas frustrações e amenizar a tendência de criar expectativas. Ao menos comigo foi assim.
Como INFJ, eu prezo pelo equilíbrio. Nem muito racional, nem muito emocional.
Principalmente o emocional, tenho verdadeiro horror a pessoas dramáticas!
Sabe aquele tipo que a gente precisa ficar pisando em ovos, cuidando de cada palavra que falamos ou escrevemos, porque pode ser usado contra nós quando a frustração delas bater?
Eu sofri com isso muito antes de conhecer o MBTI.
Durante 14 anos da minha vida tive que lidar com uma bomba relógio. Ora estava alegre, engolindo todos os sapos e fazendo piada a respeito, ora se enfezava ~ out of nowhere ~ e jogava na minha cara coisas que já nem me lembrava mais ou tudo o que eu deixei de notar, distorcendo fatos e reproduzindo diálogos que não existiram, ou de pouca importância.
Principalmente o emocional, tenho verdadeiro horror a pessoas dramáticas!
Sabe aquele tipo que a gente precisa ficar pisando em ovos, cuidando de cada palavra que falamos ou escrevemos, porque pode ser usado contra nós quando a frustração delas bater?
Eu sofri com isso muito antes de conhecer o MBTI.
Durante 14 anos da minha vida tive que lidar com uma bomba relógio. Ora estava alegre, engolindo todos os sapos e fazendo piada a respeito, ora se enfezava ~ out of nowhere ~ e jogava na minha cara coisas que já nem me lembrava mais ou tudo o que eu deixei de notar, distorcendo fatos e reproduzindo diálogos que não existiram, ou de pouca importância.
Um verdadeiro gaslighting, porque eu cheguei a pensar que realmente o problema era eu. Esse é um comportamento típico de uma personalidade narcisista com complexo de inferioridade, mas esse é um tópico para outro post, por se tratar de um tema super complexo. De qualquer forma, vale a pena pesquisar a respeito.
Muitos relacionamentos abusivos acontecem porque uma das partes tem problemas com carência e inferioridade, e se tornam narcisistas.
Detalhe, uma pessoa narcisista, não sabe que é narcisista.
Bom, voltando, um dia, cansada dos extremos emocionais, dei um basta. Não me importou tudo o que eu iria perder com o fim do relacionamento, apenas queria me livrar daquele desequilíbrio em forma de gente.
Ele era ENFP.
Como empata, eu tentava entender, e achava que o problema estava no background dele, que de fato era triste e traumático, e não em um estereótipo de um estudo que muitos dizem não ter base científica.
Isso foi até que conheci outra pessoa com o mesmo MBTI, a diferença estava na introversão em vez da extroversão.
Tudo ia bem (ao menos aparentemente), e de repente BAM! A bomba explodiu e eu fiquei sem entender absolutamente nada! @_@
A minha intuição dizia pra eu ficar na minha, mas eu não resisti (culpa da NiFe), e fiquei dando corda. Já no início como é de costume, comecei com o pé atrás, mas com o tempo, acabei contando detalhes pessoais, e percebi que essa pessoa tinha uma atitude digamos, hummm... diferente. Era desconfiada, reservada e raramente mencionava meu nome, mas queria saber tudo que eu tinha pra contar.
Isso me intrigava mais ainda, sabe como é INFJ, tudo se torna objeto de estudo, então quanto mais ela omitia, mais eu falava.
Foi surreal assistir como de um dia para o outro eu passei da neutralidade para ~ amiga ~ e do nada para inimiga, bizarro!
Então tá bom então né?
Claro que a ficha uma hora caiu e acabou sendo mais um estudo concluído com sucesso, sabe como é, INFJs simplesmente sabem.
O interessante é que aquela tinha sido última chance que dei a mim mesma de provar que a esta altura do campeonato, não dá mesmo pra ter uma conexão profunda de amizade com alguém que eu não conheça pessoalmente (salvo algumas exceções oriundas do World of Wacraft, que já duram 10 anos, que eu guardo no coração, por serem pessoas genuinamente sensacionais), e mesmo assim olhe lá. Afinal, com a volatilidade e efemeridade das relações humanas, a tendência das pessoas, principalmente aquelas que passam mais tempo conectados que desconectados, é apenas se relacionar com quem pense igual, que tenha os mesmos valores e opiniões e não há nada de errado com isso, pois é uma questão de auto preservação.
Então tá bom então né?
Claro que a ficha uma hora caiu e acabou sendo mais um estudo concluído com sucesso, sabe como é, INFJs simplesmente sabem.
Percebi também que estereótipos de MBTI sim existem, e que agora quando eu encontrar um INFP ou ENFP eu preciso correr, correr o mais longe que eu puder, porque essa história que INFJ é o match perfeito deles é conversa pra boi dormir, pelo menos no meu caso 😅
E é isso, não posso deixar de dizer o quanto estou feliz com o rumo que as coisas estão tomando aqui fora. Que desconectar é muito bom, que amplia nossa visão e nos faz crescer em todos os aspectos. principalmente no que diz respeito a coisas que não enobrecem, que não edificam, a gente acaba ficando alheio a essas coisa e passa a valorizar nosso tempo, em casa, com a família.
Ah! Preciso mencionar antes de terminar esse post, que meu curso de técnica vocal vai começar sábado e eu estou empolgadíssima! (rumo a quadrupla jornada!)
Lets keep it busy ♥


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